Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006

Ler

Adoro ler. Adoro mesmo. E o pior (ou melhor, sei lá), eu sou daqueles que lêem tudo. Até anúncio fúnebre. Quando não tenho um livro para ler, eu fico realmente desesperado. Agora, eu estou com três livros no prelo, esperando que eu tenha tempo para ler. Outra coisa que eu faço e gosto muito: eu anoto todos os livros que eu leio, e as datas. Comecei também a escrever pequenos textos sobre todos os livros que eu lia, mas o tempo não me permite mais essas pequenas extravagâncias culturais. Qual a finalidade disso tudo? Nenhuma, mas são coisas que eu gosto e faço com prazer.

Sexta-feira, Janeiro 27, 2006

Abra as pernas minha filha...

-Minha filha, se você não abrir as pernas eu não vou conseguir nunca...
Ela abre as pernas.
-Não, faça o seguinte: se levante.
Ela se levanta.
-Agora fique com as pernas abertas.
Ela segue as instruções.
-Tá dificíl, tá dificíl... Assim eu não vou conseguir nunca. Deita de novo e fica com as pernas abertas.
Ela, assim o faz.
-Pronto! Consegui... Putz, tá errado. Vamos ter que começar tudo de novo...
Ela levanta e sai correndo pelada pela casa. Eu corro atrás e puxo ela de volta.
-Paciência, que daqui a pouco eu termino.
Quando eu terminei, vi que não tinha colocado a pomada contra assaduras. Recomeçei mais uma vez. E assim, depois de uns vinte minutos de luta, eu consegui trocar a fralda de minha sobrinha de três anos.

Quinta-feira, Janeiro 05, 2006

Em 2006...

Em 2006, eu pretendo fazer um monte de coisas. Parar de vagabundagem na faculdade. Deixar de bancar o otário com as garotas (sim, eu faço isso!). Começar a fazer algum exercício físico antes que a coca-cola e o cigarro me matem de um ataque cardíaco. Fazer com que alguma garota me diga "eu te amo", por quê é muito bom ouvir e dizer isso. Terminar a história dos Três Proquinhos, para o JohnDoe não mandar me matar. Ir para São Paulo em março para ver o show de uma banda que eu sou fã desde os treze anos. Ganhar na loteria e comprar um carro novo, por que o meu já deu para o gasto. Ler mais, estudar mais e comprar mais livros. Ouvir novas bandas, comprar novos cd´s originais. Trabalhar muito mais, aprender coisas novas da minha futura profissão. Superar as expectativas daqueles que esperam algo de mim. E mais um monte de coisa. Primeiro post do ano, gostaria do fundo do coração de desejar um 2006 perfeito para todos que me dão a honra de visitar esse espaço, onde um maluco escreve, e alguns loucos lêem.

Segunda-feira, Dezembro 26, 2005

Sai Urucubaca!

No começo do mês, fui para um forró. Fiquei com uma garota, anotei o telefone dela no celular, e, na mesma noite roubaram o aparelho, com o número da garota na memória. No outro dia, comprei um celular novo, por cinquenta pratas. Duas semanas depois, descobri que tinha levado uma multa em outubro por estacionamento proibido. Num domingo, de duas da manhã. E a multa vence dia 30 desse mês, mais setenta reais voando do meu bolso. Semana passada, subi numa calçada com meu carrinho velho e quase parto dessa para a melhor (ou pior, sei lá). Mais uns quatrocentos reais de prejuízo. E hoje, descobri que o aparelho celular que eu comprei está em promoção, por um real, no plano de conta que eu escolhi. Perdi quarenta e nove reais. O que falta mais?

Domingo, Dezembro 25, 2005

Os Três Porquinhos (3)

Capítulo 2

O Lobo Mau, vivia numa terra muito longe, nos confins da Amazônia brasileira. Ele tinha por volta de 25 anos, e, como já foi dito, gostava de papar uns porquinhos no jantar. Quando jovem, o Lobo tinha um assopro muito forte, o que facilitava muito as coisas quando ele resolvia derrubar as casas dos porquinhos. Mas, como era fumante fanático desde os 13 anos, com o tempo o Lobo foi perdendo o fôlego, e começou a usar uma máquina de jateamento movida por um gerador à óleo diesel. Com essa máquina ele conseguia num piscar de olhos derrubar qualquer casa que quisesse. Ao ouvir boatos sobre a carne dos porquinhos recifenses, ele pegou uma carona com um avião que tranportava um carregamento de cocaína da Colombia para o Nordeste brasileiro, e veio parar no Recife. Coincidentemente, o Lobo chegou à capital pernambucana em pleno São João, e todos os porquinhos da cidade tinham ido para Caruaru, para aproveitar o maior São João do mundo. Muito irritado, o Lobo se contentou, primeiramente, em comer alguns carangueijos num bar da beira-mar de Boa Viagem, e depois, um prato de macaxeira com charque no Mercado da Madalena. Passaram - se duas semanas, e finalmente os porquinhos começaram a vir de Caruaru, ressacados de todas as farras na capital do forró. O Lobo começou a fazer os seus planos. Ele iria aterrorizar os porquinhos de Recife...
Continua...

Quarta-feira, Dezembro 14, 2005

Os Três Porquinhos (2)

Capítulo 1

O porquinho Heitor era Engenheiro Civil. Ele tinha se formado pela Universidade Federal de Pernambuco, e tinha um mestrado pela Universidade de Pernambuco. Heitor vinha de uma familía tradicionalmente de engenheiros, tinha toda uma base familiar o apoiando na sua vida profissional. Ele gostava muito de ir em forrós, para ver se conseguia arrumar umas porquinhas para se divertir um pouco. Quase sempre ele conseguia, pois, além de ter um bom papo ele andava num Honda Civic do ano, fato que sempre agradava as porquinhas.

Prático, o porquinho Mestre-de-Obras, teve uma vida mais difícil que Heitor. Ele morara numa favela, e aprendera a sua profissão acompanhando o pai nas obras que ele arrumava. Nos fins-de-semana, Prático gostava de ir beber nos bares que existiam na favela onde ele morava. Nesses bares, ele também costumava dançar um brega arrochado com as porquinhas do lugar. Prático também sofrera muito com o preconceito, pois era um porquinho afro-descendente.

Já Cícero, era o porquinho que tinha uma melhor vida. De família abastada, pôde escolher livremente a profissão que quis seguir. Ele escolhera também um outro caminho, pois Cícero renegara sua heterossexualidade e, para surpresa total da tradicional família, se assumira homossexual aos 19 anos, pouco depois de entrar na faculdade de arquitetura. Seu pai o insultara publicamente por sua escolha pessoal, e isso o magoara muito. E ele também sempre ouviu muitas piadinhas, a respeito de que os arquitetos sempre pendem para o outro lado. Mas, logo que arrumou o primeiro estágio, Cícero saiu de casa e foi morar sozinho, para ter mais liberdade com seus amiguinhos.

Esses três porquinhos, de vidas tão diferentes, terminaram se cruzando, por conta de um Lobo Mau que começou a aterrorizar a população de porquinhos do Recife. Esse Lobo Mau viajara muito para chegar no Recife, por que ouvira histórias a respeito da carne dos porquinhos dessa cidade. Como sendo uma cidade litorânea, existia a lenda de que a carne dos porquinhos recifenses seria mais suculenta que outras.
Continua...

Domingo, Dezembro 11, 2005

Os Três Porquinhos

Introdução
Era uma vez, três porquinhos. Eles se chamavam Heitor, Prático e Cícero. Eles viviam numa cidade muito perigosa, chamada Recife. Cidade localizada no estado de Pernambuco. Preocupados com as constantes ameaças do lobo mau da cidade, esses porquinhos decidiram unir as suas forças com o intuito de manter - se sempre seguros. Pois o porquinho Heitor era formado em Engenharia Civil. Prático, por sua vez, era Mestre-de-Obras, e tinha aprendido sua profissão com o seu pai. E o porquinho Cícero era arquiteto. Decidiram que cada um ia ajudar o outro na construção de moradias, ao mesmo tempo dignas e seguras contra os contantes ataques do lobo mau, que queria comer um pernil no jantar.
(Continua...)